Buenas tardes, muchachos

A resenha de hoje é de um livro que eu aguardei, aguardei e continuo aguardando. Sim, porque esse não é o livro que eu tanto esperei...

Título: Réquiem (Volume 3 - Trilogia Delírio)
Título Original: Requiem
Autora: Lauren Oliver
Nº de Páginas: 304
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
Nota: 3/5







Um dos meus livros mais desejados desde 2013, Réquiem, da autora Lauren Oliver é o terceiro livro da trilogia Delírio.

E como todo final de trilogia, Réquiem te traz todas as respostas e é um livro perfeito. Certo? Errado!

Em Delírio, você conhece Lena e Alex, personagens principais. E também é apresentado a Hana, personagem secundária porém, tão presente na história quanto os principais. 

Como você pode ver na resenha de Delírio, eu me apaixonei pela história. Gostei muito da escrita um tanto poética da autora, com frases maravilhosas que me marcaram e tornaram o livro inesquecível para mim, de forma que, desde a sua leitura, vez ou outra eu me pego pensando nele. 

Se é possível - e eu acredito que seja - se apaixonar verdadeiramente por um personagem que é real por alguns instantes e ao fim do livro torna-se apenas uma lembrança em nossa mente, eu me apaixonei por Alex. Um personagem tão humilde, amigo, atencioso; Tão vorazmente corajoso, que luta por seus ideais utilizando sua vasta inteligencia. Digno de se admirar.

Foi em Pandemônio, segundo livro da trilogia, que então eu percebi o quanto a autora estava disposta a exemplificar qual é o melhor jeito de se anular totalmente um personagem que esteve e deveria continuar em primeiro plano na história. 

Pandemônio não parece ter sido escrito pela mesma autora de Delírio. Assim como Réquiem não parece ter sido escrito pela mesma autora de Pandemônio. Três livros distintos que apenas lembram uma mesma história. 

Durante a leitura de Réquiem, me senti angustiada em diversos momentos. Até a metade do livro, as dúvidas que eu tinha não haviam sido esclarecidas e a minha vontade era avançar as páginas mais rápido do que eu conseguia absorvê-las.

As poucas cenas que tinham o potencial de me emocionar, seguiam rumos impensáveis e que me deixavam aflita e decepcionada. E alguns personagens foram simplesmente excluídos da trama. Não que devessem participar ativamente mas seus destinos poderiam ter sido citados, já que Réquiem é o fim.

Em alguns momentos, Lena voltou a ser aquela personagem hesitante que me irritava em Delírio;
O Alex por quem eu me apaixonei não é esse cara e eu não acredito que ele possa ter mudado tanto assim.;
Lauren Oliver conseguiu matar até mesmo aquela simpatia que eu sentia por Hana, que assim como os outros personagens, não é mais a mesma, ainda que teoricamente ela devesse ser.

E o final...ahhh o final. Aparentemente eu deveria considerar esse final maravilhoso, já que existe ação, existe surpresa e a narrativa poética retorna nas últimas frases. E sim, foi um final aproveitável. Mas as últimas páginas deixam mais dúvidas do que certezas e de incerto, já basta a realidade.

Na atual conjuntura, só posso desejar que um milagre aconteça e Delírio torne-se uma quadrilogia. E que, por favor, o quarto livro pare de uma vez por todas de trazer novos fatos e personagens, e esclareça definitiva e precisamente o que acontece com cada uma das pessoas já existentes.





Como não deu tempo de fazer o Página 150 deste livro (porque quando eu percebi, já tinha terminado de ler), vou postar as fotos dele aqui mesmo, na resenha, para vocês verem o quão bonito ele é.

Fotos do Livro
(Clique nas imagens para ampliá-las)











Para ler a resenha de Delírio, clique aqui.
Para ler a resenha de Pandemônio, clique aqui.


Leia também as resenhas anteriores:

Marcados - Caragh M. O'Brien
Dias Perfeitos - Raphael Montes
Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins


Beijos
Lu

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Quote da Semana

"Somos todos estranhos de um jeito diferente, e isso é normal. E mesmo que exista muita coisa que eu não possa dizer para eles, é bom me sentir parte de um grupo." (Cartas de Amor aos Mortos - Ava Dellaira)

4 comentários:

  1. Estou super curiosa por esses livros, o lançamento desse último,
    causou um estardalhaço tão grande no mundo literário que fiquei com muita vontade de lê-los.

    http://soubibliofila.blogspot.com.br/

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  2. Poxa Lu, que pena que o terceiro livro te decepcionou tanto! Eu já tinha ouvido falar dessa trilogia (e depois da sua resenha espero mesmo que seja uma quadrologia, porque senti que muitas coisas ficaram vagas na história), e até senti vontade de lê-la, mas percebi que esses livros são 8 ou 80: você ama ou odeia. Fiquei um pouco decepcionada em saber que os livros são tão distintos, a autora deve ter pecado muito nesse quesito. É uma pena quando apostamos todas as fichas em uma obra e ela nos decepciona =/

    Beijos
    Blog Procurei em Sonhos

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  3. Não conheço absolutamente nada em relação a essa trilogia, apesar de já ter visto postagens em vários blogs. Pra falar a verdade isso se deve ao fato de não ter tanto interesse pela história. De qualquer forma, o que chama a atenção é o fato de não ter tantas respostas, quando o que mais desejamos em livros finais é exatamente isso. Como você disse, seria ótimo se a autora lançasse um novo livro.

    Beijos,
    Ricardo - www.overshockblog.com.br

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  4. Concordo com vc! O primeiro livro tratava do amor, da proibição no mundo atual, mas a estória era da Lena e do Alex.

    No segundo livro, a autora resolveu que o livro seria da Lena vivendo ativamente na luta entre os curados e não curados e fez a besteira de criar um triângulo amoroso. Nesse livro não consegui acreditar que Lena resolveu seguir a vida sem ter certeza do que aconteceu com Alex.

    No terceiro e último a autora decidiu que agora o livro é sobre a sociedade, sobre romper barreiras, sobre liberdade, colocou novos personagens e não deu a eles um destino, um passado, uma razão para existir (ex. Coral).

    E que fato novo é esse de que Lena precisava encontrar Gracie? Lena nunca se mostrou tão preocupada com futuro de Gracie ou em como resgatá-la, a menina era uma lembrança do passado e nesse livro é o grande objetivo de Lena? Como assim? E a menina que era assustada, fugia das pessoas e não falava, não deixou Lena e Alex terem uma conversa definitiva sobre tudo o que passaram pq queria se reunir a multidão (?) para quebrar o muro? What?!

    Parece que após o primeiro livro a autora, ou a editora resolveu incluir elementos que fizeram sucesso em outras obras como o já cansado triângulo amoroso e ampliar os fatos políticos da distopia para torná-lo mais "sério" não tão água como açúcar como Crepúsculo e grandioso como Jogos Vorazes... sei lá. Não funcionou, o que erá uma narrativa diferente, caiu nos clichês de antigos sucessos.

    Me sinto meio infantil e mimada ao dizer isso, mas ela tem que dar um final! Eu quero mais um livro, rs.

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